Segunda-feira, 19 de Novembro de 2018

Brasileiras optam por não retornar ao trabalho após maternidade

Data: 14/10/2013

Fonte: Você RH

A maioria das profissionais brasileiras prefere se dedicar ao filho do que retornar ao trabalho após a licença-maternidade. A pesquisa, feita pela consultoria Robert Half, mostra que 85% das empresas perdem, pelo menos, metade de suas funcionárias após o nascimento de seus filhos. A taxa é bem mais alta que a média global – 52% das companhias ouvidas em todo o mundo relataram o mesmo problema.              

É um movimento comum o afastamento das mulheres pelo período de um ano após darem à luz para se dedicar integralmente ao bebê e assumir da forma mais plena o papel de ser mãe. Após esse período, elas acabam retornando ao mercado”, afirma Daniela Ribeiro, gerente sênior das Divisões de Engenharia e Marketing e Vendas da Robert Half.          

Em relação às mulheres que ocupam cargos de gestão, a taxa de retorno ao trabalho é mais alta. Apenas 37% das companhias brasileiras responderam que a volta ao trabalho fica abaixo de 50%, enquanto 63% relataram que o índice é superior a 50%. Para Daniela, a diferença entre os percentuais de retorno entre a média das profissionais e as mulheres em cargos gerenciais se dá pelo fato de que aquelas que ocupam posições mais altas possuem um perfil mais dinâmico e não conseguem se imaginar fora do mercado. “Para a mulher é mais difícil alcançar um cargo de liderança e quando o alcançam não querem desistir dessa conquista. A questão financeira também é um fator importante, pois essas profissionais possuem uma remuneração mais alta e relevante para o orçamento familiar”, ressalta.

Quando questionados sobre as políticas de retenção de suas funcionárias, os diretores de recursos humanos brasileiros mencionaram os planos de saúde e dentários (41%), o trabalho remoto (39%) e os horários flexíveis (29%) como os mais populares.

O problema é que, na prática, as políticas de trabalho em tempo parcial ou com flexibilidade de horário ainda não são tão frequentes nas empresas, pois somente 31% dos diretores brasileiros responderam que essas ações são comuns ou muito comuns. Essa taxa está bem abaixo da média global, que ficou em 68%.